jornal “República”

Há 111 anos saía o primeiro numero do jornal “República“, fundado em 15 de Janeiro de 1911 por António José de Almeida, destacado dirigente republicano e, mais tarde, Presidente da República (1919-1923), data em que abandona o cargo de diretor.
Ligado desde o início a figuras de relevo da maçonaria portuguesa, sobrevive à instauração do Estado Novo e evidenciou-se, em parceria com o Diário de Lisboa, na luta contra a ditadura salazarista.

Em 1972 passa por uma profunda transformação, onde desempenha um papel de destaque o jornalista e maçon Raul Rêgo, que substituiu Carvalhão Duarte na direção. O jornal passa então a contar com colaborações de personalidades relevantes da oposição, como Mário Soares e Gustavo Soromenho, e com uma nova equipa redatorial em que se destacam Mário Mesquita, Alberto Arons de Carvalho, Jaime Gama, António Reis, José Jorge Letria e Álvaro Guerra.
Suspendeu a publicação regular em Janeiro de 1976, após uma forte agitação interna na sequência das divisões político-partidárias criadas durante o PREC (o chamado “caso República”).
O caso ocorrido no jornal “República” foi um dos mais relevantes na disputa de influência ocorrida nos meios de comunicação social. Este conflito foi transversal em toda a estrutura do jornal: a Comissão Coordenadora de Trabalhadores, a direção editorial, o administrador-delegado, outros jornalistas, tipógrafos, entre outros. O busílis do conflito terá estado na disputa de fações de diversos partidos existentes no jornal, sobretudo PS, PCP e da UDP.
Com o seu último número publicado em Janeiro de 1976, o jornal “República” pertence hoje à história da imprensa portuguesa.

Reapareceu como publicação trimestral em 2001, mas já sem a dimensão nem a importância do passado.

Fontes:
casacomum.org
rtp.pt

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Rui Veiga

Da primária ao secundário, nas escolas da Vila, da Ginástica no CDPA à Natação e ao Polo Aquático na piscina da Escola Náutica, muito aprendi nesta terra onde vivo. Hoje com formação em História de Arte e Desenho, abracei o desafio da Voz de Paço de Arcos, de ajudar a manter um jornalismo cívico, público, de contato próximo e comunitário.

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