Clotilde Moreira,

A Homenagem devida… A uma Vida!

‹‹Não guardes os sonhos só para ti.
Atira-os ao ar
…e deixa que o vento os leve
e que longe, muito longe
alguém os agarre
e possa também sonhar.››

Maria Clotilde de Almeida Diniz de Carvalho Moreira

«Natural de Águeda, onde nasceu a 30 de outubro de 1936, Maria Clotilde Moreira, veio desde a sua tenra idade residir no Concelho de Oeiras, mais propriamente em 1942 para Paço de Arcos, tendo em 1964 mudado para Algés após o seu casamento. E foi na terra onde viveu a maioria da sua vida que veio a falecer subitamente ao início da noite do passado dia 16 de julho de 2021.

A ideia de participar na vida pública sempre a interessou, todavia, conciliar a sua vida profissional com as tarefas da casa, ser mãe e esposa pouco tempo lhe deixavam para tal. Assim, anos mais tarde, tendo negociado a sua saída da empresa onde trabalhava até então, considerou que, passando a ter maior disponibilidade, e ao receber o subsídio de desemprego por parte do Estado deveria retribuir para o seu país sendo mais interventiva. Foi então que começou a sinalizar os buracos que existiam na via pública e a remeter comunicação para a Câmara Municipal, dando identificação que eles existiam, onde estavam e quantas pedras seriam necessárias para os resolver. À época o seu marido era vereador e para que não parecesse uma intromissão sua, passou a usar o nome de solteira e, deste modo, continuar a dar o seu contributo à Autarquia. Na fase em que os problemas de visão do Professor Celorico Moreira se agravaram, o papel da Senhora Dona Clotilde Moreira foi determinante para que o seu marido pudesse continuar a desempenhar funções públicas.

Desenho de Serrão de Faria

Maria Clotilde Moreira destacou-se como um exemplo de determinação, por “fazer diferente” e deixar uma marca pessoal na sua combatividade em tudo o que se envolveu, sempre com educação e simpatia. Não obstante a sua militância conhecida, estava acima de todos os movimentos e partidos, defendia o melhor, para servir e desenvolver a sociedade, acima de interesses pessoais, com apurado sentido crítico, batia-se por causas, por ideais, uma ativista da causa comum por excelência. Até hoje o maior exemplo de cidadania e de sentido cívico. Uma Senhora sempre muito atenta, interventiva, participativa, solidária e com grande intervenção cívica. Sempre na busca da resolução de problemas e anomalias identificados pela própria e existentes na comunidade, sinalizando carros abandonados, árvores por podar, resíduos e monos, equipamentos estragados ou outros problemas maiores, como o da total desproteção que havia na Ribeira de Algés, nos anos 80, constituindo um perigo para as crianças que naquele tempo ali brincavam, proteção essa que nos dias de hoje ainda ali prevalece.

Nunca faltava às reuniões públicas da Junta de Freguesia e também da Assembleia de Freguesia, Assembleia Municipal e Câmara, permanentemente com o mesmo propósito, chegando muitas vezes a ser a única pessoa presente no público. Em todas elas, as suas intervenções, sempre foram pertinentes e assertivas, igualmente cordiais. A Maria Clotilde Moreira era uma pessoa de humor fantástico, criativa, humanista e no seu jeito único de impulsionar os demais a intervir para o bem-comum, costumava dar nota, a todos os que com ela se cruzavam ou privavam, que a sua missão era ajudar os decisores.»

O texto acima é parte de um voto de pesar apresentado pela CDU (organização de que era activista) e que veio a ser aprovado por unanimidade na Assembleia Municipal de Oeiras, na sua sessão de 16 de Julho de 2021.

por: Rogério Pereira – Clotilde Moreira, A Homenagem devida… A uma Vida!
Jornal A Voz de Paço de Arcos | 3ª Série | N.º 36 Agosto 2021 HOMENAGEM


in: Público » o que faz pelo ambiente?

12 de Dezembro de 2007

Maria Clotilde de Almeida Diniz de Carvalho Moreira, Algés

ÁGUA: quando vou tomar duche, retiro a água fria para um balde e é com essa água que lavo o chão da cozinha e da casa de banho. Também aproveito a água quente que fica nos canos depois de fechar o esquentador para lavar algumas pequenas peças de roupa.

EMBALAGENS DE PRESENTES: tento oferecer um presente com o mínimo de embalagens, laços e outros “ripópós” que acabam, todos amachucados, nos caixotes do lixo. Quando recebo presentes tento aproveitar, ao máximo, as embalagens para futuros embrulhos. Aproveito mesmo as caixas e os envelopes dos correios, colando um papel branco onde escrevo os novos endereços.

ETIQUETAS E CARTÕES DE BOAS FESTAS: normalmente identifico os presentes com “etiquetas” de papéis ou cartões de outras proveniências devidamente decorados com desenhos da minha neta; também tenho habituado os meus netos a escreverem os cartões de Boas-Festas em papel normal ilustrados com desenhos deles.

EMBALAGENS DE DETERGENTES: como muitas embalagens de detergentes – amaciadores, especial lãs etc. – têm gargalos muito largos o que “obriga” a gastar mais líquido, furo a tampa e é por ali que deito o produto.

Aproveito as costas dos papéis para escrever, dar aos meus netos para fazerem bonecos, para imprimir outros assuntos ou fazer ensaios e os envelopes que recebo para entregar papeis pessoalmente ou deixar nas caixas de correio de pessoas amigas.

No meio de tudo isto separo o lixo e coloco nos contentores correspondentes. Na zona onde moro faço levantamento de carros abandonados, de regas em dias de chuva ou desreguladas, de luzes acesas de dia ou fundidas de noite, de lixos e monos e informo a Câmara, a Junta de Freguesia ou a EDP.
Não cumpro a cem por cento nem sou totalmente interventiva, mas sou uma boa chata e espero não estragar muito o ambiente.

in: blogues.publico.pt/quefazpeloambiente/


Morar em Paço d’Arcos nos anos 40
Clotilde Almeida Moreira

histórias de vida – Fonte



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